Pressão fora de época

Essa semana aconteceu algo que não me surpreendeu, mas me fez pensar sobre as reações em situações de pressão e cobrança.
Quem nunca sofreu uma pressãozinha de um cliente?

A questão não é somente a pressão, afinal, é uma forma de negociação do cliente para conseguir cumprir seus prazos ou até acelerar o processo. A coisa toda gira em como você reage em relação a esta pressão. Geralmente queremos agradar, queremos oferecer o nosso melhor para conseguir aquele elogio, se sentir reconhecido ou até simplesmente acabar o trabalho e ir embora. E quando tudo isso não é suficiente? Difícil. Pior ainda é quando você passou dos 40, sabe que está bem reconhecido, faz um bom trabalho, mas a pressão existe e vem lá de cima e o homem já com mais de 20 anos de profissão ainda não aprendeu a usar o famoso “Não”.

Digo aqui o que eu disse para a testemunha que presenciei. Começa a fazer auto avaliação, observa seu trabalho, deixa claro para você mesmo que está fazendo o melhor e existe o feedback positivo. Agora pega esse fato e transforma em ferramenta para você buscar ser feliz e não buscar agradar aos outros. Agradar aos outros já é algo feito o tempo inteiro no trabalho (Que é onde você vive a maior parte da sua vida). Agora usa essa força para aprender a dizer “não” para a pressão e olhar de cima seu potencial. Pensa bem, durante a maior parte da sua vida será assim. Vai haver um pressionador, um cobrador, um exigidor e um observador em você, todos são cliente em nossa vida profissional. Tem que aprender a ignorar os negativos, absorver as críticas de forma saudável e manter o foco em seu potencial PARA VOCÊ.

Isso tudo é preciso, senão você vai virar um tipo de escravo, só não se dá conta por que no final do dia vai para casa.
E digo aqui, sempre tenha hobbies. Eles são o que torna você alguém que vive feliz.

 

Imagem: Feans – Under Pressure (https://www.flickr.com/photos/endogamia/)

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Liberdade de ser

É interessante como alguns tem o hábito de colocar regras bem rígidas de como se comportar e viver a vida. Se auto acorrentar. Sei que a nossa cultura, as pressões e todo um processo de crescimento social influenciam com bastante força nesse “sofrimento” ou regrado do viver.

Pouco tempo atrás estava em uma conversa e alguém na roda disse seguinte frase: “Jogar esse jogo é totalmente dispensável, é perda de tempo e sem qualquer propósito”. A situação é que esta pessoa tinha o hábito de 2 ou 3 vezes na semana jogar um jogo no computador que ele achava divertido e isso estava lhe trazendo um sofrimento.

Bem, eu parto do principio que toda e qualquer atividade que você esteja realizando e que lhe gere diversão é INDISPENSÁVEL, principalmente nos dias de hoje que cada vez mais o tempo é diamantado. Quase uma moeda utilizada por agiotas.

O argumento seguinte da frase foi dizer que era dispensável pois a meta dele no jogo não era uma meta que na sociedade dá algum crédito ou status, é uma ilusão. Sério? Como o ser humano chega ao ponto de associar suas diversões com as avaliações e objetivos ilusórios, quase hipnóticas, que vivemos. É como dizer que nosso curso da vida está traçado em metas já cimentadas: Nascer, estudar, tirar boas notas, vestibular, faculdade, um bom emprego, ganhar dinheiro, comprar um carro, casar, apartamento, filhos, netos e morte. Pena do ser humano que travar a vida em vestibular. Seja por falta de recursos financeiros ou simplesmente por querer ser algo que nao precise de graduação superior.

Como já disse antes e repito. Tenho o hábito e planto isso com força, eu só faço o que eu quero. Sim, tenho obrigações, mas elas não vão dominar minha sanidade e minha vontade de me divertir. Dinheiro é importante, mas é apenas uma ferramenta. Status é a grande corrente que querem lhe colocar na perna, seja forte e crie um status ao se olhar no espelho, ponto.

GOD HELP ALL THE HUMANS

 

Foto Flickr: Game Night – Marla Morri (www.flickr.com/photos/idhren)
Estou lendo: A Hora da Verdade – Jan Carlzon

Nossas pequenas influências

Quem não tem uma conta numa rede social hoje? Raríssimos os casos, provavelmente seus avós já devem ter e são ativos e diaristas no sistema. Como eles se sentem em toda essa piscina de conteúdo, cheia de revolucionários e gozadores da liberdade. Livres para falar o que quiser, como quiser, quanto quiser e para quem quiser.

Me parece que hoje as redes sociais se tratam disso, em termos gerais. Um ambiente cheio de revolucionários da razão e de verdades. Atacando a bem entender sem qualquer experiência, bom senso ou dedicando o mínimo tempo para análise das palavras ou fatos. Sem qualquer parada para tentar enxergar o outro lado da história. O que move aquele fato, qual a influência de suas palavras, ou em como você vai criar uma linha de discussão sobre aquele conteúdo. Geralmente não sou de ficar atacando ninguém publicamente e, como minha esposa diz, tento ver sempre o lado bom de tudo para tentar compreender o ser humano na suas várias facetas. Mas é verdade, tento ao máximo observar o por que daqueles comportamentos, sejam positivos ou negativos, e também saber a origem deles, pois é destas diferenças que compreendemos o próximo.

O que é mais importante em um fato, culpar um jovem por ele estar armado ou entender por que ele está precisando ou querendo andar armado? Buscar fazer seu filho parar usar de drogas ilícitas ou buscar o motivo para ele optar em usar essas drogas? Em tudo há um problema profundo que frequentemente vamos ouvir a frase “Ah, mas aí é difícil demais.”. CERTO. E se fosse seu filho? Ou sua mãe? Não seria mais confortante saber que eles nunca mais teriam que passar por uma situação dessas?

Volto então para o que está acontecendo nas redes sociais. Um massa quase infinita de pessoas apontando dedos para problemas bem óbvios, que incomodam muita gente (Assim como o elefante), mas que se recusam por um momento em sentar, observar e analisar os fatos. Buscar a origem, para então dizer, – poxa…eu faço parte do problema. Apontar o dedo e ficar repetindo não vai resolver.

Sempre devemos pensar bem quando iremos comentar, compartilhar ou curtir algo na internet, cada movimento nosso faz parte de algo maior, uma rede de influência e colaboração. Cada atitude sua vai somando e influenciando outros. Todos tem direito a ter uma opinião, mas mais ainda temos o dever de ser cidadãos conscientes de que todos estamos no mesmo barco; independente de cor, classe social ou origem geográfica. A rotina que todos temos que curtir algo ou compartilhar ficou quase como algo supérfluo. Sinceramente, pense bem, você já analisou qual a influência de algo que tem 2 curtidas ou 1000 curtidas (seja qual for a rede social). Já parou para analisar em como aquilo vai definir um perfil de grupos e tribos? Alguns falam que curtir ou compartilhar uma publicação de uma criança com fome não vai resolver a fome no mundo, VOCÊ TEM CERTEZA DO QUE ESTA FALANDO? Se estivermos falando em resolver imediatamente, creio que tem razão, não irá. Mas em termos de influência e definição de comportamento em massa, será que uma publicação que passou por um envolvimento maior do público não tem seu poder?

Jamais pense que pequenas atitudes não fazem diferença, oferecer um copo d’água ou um lanche para alguém que está trabalhando sob sol nas ruas não é vergonhoso, é mudar o futuro da nação com pequenas atitudes positivas. Uma espécie de corrente do bem.

Seja colaborativo também no mundo real. Curtindo, compartilhando e tecendo bons comentários. Tem muita gente querendo ouvir e precisando ouvir.

 

Foto: DVIDSHUB (https://www.flickr.com/photos/dvids/) – Simple American Donations Add Sole to Airmen’s Afghan Mission

Honestidade. Fique aqui e seja forte.

Até onde vai seu limite de confiança nas pessoas? Você já se sentiu testado no dia-a-dia e quase que, em alguns momentos, poderia perder a coragem de depositar a confiança nas pessoas e em suas atitudes?

“Um ato de confiança dá paz e serenidade.” Fiódor Dostoiévski

Confiar é necessário e é um ato de exposição de quem você é ou pode ser. Sempre tive profissões que lidar com pessoas é o padrão corriqueiro e diário, e vamos lá, gente é um bicho difícil. Desde sempre ocupo cargos de liderança ou chefia, minha profissão é Empreender-Gerir-Gerar, solicitei minha carteira de trabalho com 18 anos e nunca utilizei. Meu avô foi empresário boa parte de sua vida, minha mãe foi empresária, meu tio foi empresário, é nossa profissão, gostamos de gerir e gerar. Dito isso, vários ensinamentos vieram com essa herança produtiva, várias frases foram ouvidas, vários fatos acontecerem (desde minha infância) e foram observados, vários conselhos foram recebidos. Sempre atento, condensei tudo em 2 palavras: Confiança e Honestidade. Sempre pensei que com estas duas características posso sobreviver e ser aceito em qualquer lugar do mundo. Até hoje não me decepcionou. Cheguei a conclusão que onde eu estiver, caso relate e exija isso das pessoas, sou recebido com outro olhar, quase como um desafio, quase como uma raridade do mundo de hoje. É o teste diário, se expor.

Essa explicação foi para dar força para um fato que aconteceu recentemente. Depositei um nível de confiança em alguém, esse ato me colocou a prova, que quase sugou minha capacidade de acreditar na honestidade e confiança nos seres humanos. Confio em várias pessoas, mas esta em específico foi um teste, para nós dois. Sempre gostei de risco, mas cheguei a ir longe demais, a ponto de me questionar. Foram 30 dias bem difíceis, pois desde o primeiro dia eu sabia que estava jogando alto. Estou falando do tipo de situação que caso não se resolva no segundo dia, você já tem que tomar atitudes rapidamente. Mas resolvi depositar um voto de confiança, resolve ACREDITAR que o ser humano é capaz de valorizar determinadas responsabilidades, e naquela situação, em especifico, depositei uma confiança além dos limites. Quebrar aquele voto iria me fazer desistir de depósitos futuros, ia me deixar descrente em agir da mesma forma e não mais acreditar que é possível sentir a honestidade em outro ser humano.

Passaram-se os 30 dias, mas no dia 31, tudo mudou. Aquela pessoa, que visivelmente estava em dúvidas se devia ser honesta ou não (Por influência de terceiros, segundo minhas fontes), optou em ouvir sua essência, escolheu simplesmente fazer o que sabia que devia ser feito, optou pelo caminho honesto. E aquilo me deixou tranquilo e confiante que o ser humano é capaz de resistir as tentações das facilidades. Que apesar de todas as interferências e tentações os seres humanos podem optar pelo certo. Sim, alguns vão dizer que eu errei em depositar tanta confiança, já que meu erro poderia sacrificar essa força que deposito nas pessoas, mas como já dizem alguns textos judaicos “O homem que tem confiança em si ganha a confiança dos outros.”

Dessa saí mais forte, saí mais confiante e com vontade de depositar mais confiança.
Não perca a fé que as pessoas podem fazer o certo, que mesmo o mais corrompido pode mudar de idéia caso lhe seja dada a confiança de mudar e ser melhor. Não perca sua capacidade de confiar.

Foto: Trust by Joi Ito – https://www.flickr.com/photos/joi/
Estou lendo: Revista Vida Simples – Edição de Abril/15

Luto de cada um

Hoje de manhã ao abrir os principais jornais, algo que tento fazer diariamente, me deparo com 2 notícias semelhantes.

Uma era sobre o fuzilamento de Rodrigo Muxfeldt Gularte na Indonésia. Para quem não sabe, o rapaz foi pego traficando drogas para o dentro da Indonésia. Lá eles não perdoam tal crime. Complementando tal notícia havia uma notícia falando sobre o sofrimento da família, do filho de Rodrigo (Que é autista) e em como seria difícil superar tudo isso.

A segunda notícia era sobre uma família de São Carlos – SP que havia perdido o PAI, para a DENGUE. Sinceramente, é admissivel um homem morrer por dengue em um mundo totalmente soterrado por tecnologia e recursos? Para quem não sabe, dengue se trata praticamente com 2 coisas: Descanso e hidratação. Em alguns casos que ocorra dor ou febre, deve-se tomar Paracetamol e em outros mais graves, hidratação intravenosa. Não é exatamente a tecnologia de ponta da medicina, é estrutura mínima. Que pelo jeito, não temos.

O objetivo de colocar as duas notícias e falar sobre o sofrimento familiar e em como isso foi exposto na mídia. Já sabemos que os jornais estão numa briga nos moldes ULTIMATE FIGHT por “audiência” e leitores. Logo aviso, não sou a favor da pena de morte, creio em sistemas de educação para prevenir o crime, programas sociais para inclusão no mercado de trabalho e, principalmente, melhor assistência social do estado para famílias de baixa renda. Tudo para sempre termos pessoas tranquilas e seguras consigo mesmo.

Sem citar as classes sociais. De um lado temos um traficante de drogas internacional, pai de uma criança, filho de pais vivos e brasileiro. Do outro lado temos um pai, com 02 filhos, trabalhador honesto  e casado.

Lendo ambas notícia e fazendo uma pequena pesquisa no google por semelhanças é bem notável como famílias que perdem seus membros para a dengue são desconsideradas. Claro, pena de morte é algo RARO e tem que ser noticiado, mas eu ainda acho que quando alguém morre devido doenças de tão fácil tratamento ou um efeito colateral do trafico (que é infinitamente maior o número), merecem ser noticiados diariamente, não apenas como um número e sim em detalhes, listas, sempre ilustrando a realidade crua. Nós que vivemos fora dessa bolha de guerra temos que ter consciência do abandono que a população sofre.

A responsabilidade de tornar essa informação, tornar público o obscuro é da mídia. Ela deve nos deixar a par, ela deve sempre nos atentar que existe uma realidade bem diferente da que está em nossos apartamentos e casas. Ela deve sempre lembrar que somos humanos e temos responsabilidade para com nossa raça.

Quando se fala que pequenos gestos que mudam grandes cenários, é tudo verdade, pequenos gestos influenciam tanto quanto grandes gestos. Pequenos gestos são fáceis, rápidos e sem sofrimento. Grandes movimentos requerem sacrificios e muito suor. O que voce prefere? Pequenos gestos se colocam em guardanapos, grandes gestos precisam de outdoors e propagandas milionários na TV.

Então se você ver alguem utilizando drogas, conversa com a pessoa, dá uma luz. Se você presenciar alguem cometendo um crime no trânsito, faça seu papel. Se presenciar a corrupção, faça a delação, existem meios secretos para isso. Se tentarem lhe corromper, diga não, nenhuma dinheiro ou erro vale o veneno que você vai carregar para o resto da vida. Se ver qualquer recipiente aberto, jogue no lixo, ele além de sujar pode acumular água e ser a causa do óbito de um pai de família. Em resumo, não seja igual aos nossos governantes, na maioria egoístas, mesquinhos e sem qualquer atenção aos indivíduos.

As noticias que li são:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/04/1622480-vou-pedir-a-deus-para-nosso-filho-superar-isso-afirma-ex-de-gularte.shtml?cmpid=newsfolha

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/04/1622486-apos-morte-de-pai-por-dengue-familia-de-sao-carlos-tenta-se-recompor.shtml

Lendo: A hora da Verdade – Jan Carlzon

Qual o valor do seu dia?

Você já pensou sobre isso? Qual o valor do seu dia? Não estou falando em valor financeiro. Dificilmente vou falar sobre dinheiro, essa ferramente deve ser falada da mesma forma como se fala de um martelo, apenas quando realmente necessário. Qual o valor para você, de uma forma bem subjetiva.

Passam-se feriados, sábados e domingo e nada de você tomar uma decisão sobre o que irá fazer para tornar seus dias uma “novidade”. Tenho que ser sincero, não é fácil.

Apesar da dificuldade de hoje para você tornar seus dias uma novidade, ainda existe a pesquisa profunda para saber o que será a coisa que tornará seu dia bem especial. Geralmente, para minha pessoa, o que funciona bem é simplesmente esquecer como funciona a semana e pensar: O que eu fiz ou tenho vontade de fazer no fim de semana. Eu pego a resposta e aplico ela para a semana, de preferência em um local de fácil acesso e em um horário fora do comum.

Será libertador simplesmente esquecer um pouco a rotina e inserir dentro do seu dia algo altamente inovador e positivo. Acho que talvez só isso pode já alterar tudo no seu modo de ver o mundo.

Por isso vou lhe intimar. O que você sempre diz que irá fazer, não faz e depois se arrepende sozinho no banho? Eu ja tomei minha decisão, próxima semana vou começar novamente a nadar no mar. Nadadeira, roupa de mergulho e óculo de mergulho, lá vou eu.

VAI ATRÁS VOCÊ TAMBÉM.

Lendo: Ruídos na UTI. Ensaios
Autor: Fco Albano de Meneses

Aprender não tem limite

Esse fim de semana fui para um evento. Um convite sem grandes pretensões. Um amigo de minha esposa iria tocar em uma apresentação na Livraria Cultura. Bem, o fato é, a escola de música do qual ele é aluno, de tempos em tempos, realiza um evento para os alunos poderem se apresentar publicamente. No caso dele, tocar bateria. Esse evento era especificamente focado em música brasileira. 🙂

O evento foi muito bom e me surpreendeu. A miscelânea etária, crianças, adolescentes, adultos e IDOSA. Isso mesmo, o que me mais me emocionou foi a presença dessa aluna de canto que tinha 88 anos. Eu nunca deixo de me emocionar quando vejo alguém que faz o que quer, realiza algum sonho, independente de qual fase da vida esteja e quais sejam as dificuldades.

Eu me considero bem feliz. Realizo MUITA coisa que quero. Sou aluno de aikido a uns 6-7 anos, devo estar conseguindo minha faixa preta em mais 2 anos, se tudo der certo. Aí poderei começar a treinar de verdade. O aikido foi fundamental para eu conseguir ter controle sobre minha fome excessiva por tudo, controle sobre minhas emoções e atitudes. Alguns colegas e amigos costumavam me chamar de hiperativo. Bem, eu sei que nunca fui hiperativo, tenho plena consciência do que se trata esse problema e não é legal. Eu só era “faminto” por tudo.

Atiro com arco e flecha sempre que posso, é um esporte que, sem dúvidas, consegue agregar uma concentração e foco absurdo ao ser humano, sem falar a vontade de sempre querer melhorar e acertar “no alvo”, esse sentimento é muito bom durante o treino. Principalmente por que as vezes você realmente acerta no meio do alvo. Pura sorte, no meu caso.

Tentei surfar por um período, mas apesar de morar em uma cidade de praia não consigo me encaixar nos horários que o surfe é melhor de ser praticado. Mas um dia isso vai mudar, eu chego lá. A prancha está aqui na sala. Apodrecer ela nao vai apodrecer, então eu ainda tenho tempo. Algumas atividades preciso de uma dupla para me dar o apoio, para o surfe está difícil conseguir uma.

Tenho uma guitarra na sala que troquei em um IPOD. Coisa de amigo que estava bebendo cerveja e fez aquele negócio. Como acho uma guitarra mais bonita que um ipod, troquei mesmo. Quem sabe um dia bate aquela luz e eu começo a aprender. A guitarra já tenho, só falta a tal luz chegar. 😉

Bem, ainda tenho outras metas de realização pessoal. (Nenhuma delas envolve meu trabalho, ainda bem.) E um dia vou chegar lá e conseguir realizar todas. É só uma questão de prioridades que chegará a vez de cada uma. O ponto principal é entender que seu objetivo na vida é SER FELIZ. Por isso, sempre que puder fazer algo para você ser feliz, FAÇA. Ninguem e nada é mais importante do que você mesmo (Claro, existem as exceções de pais e filhos, mas aí eu não tenho como julgar né), afinal, essa vida única que temos foi feita para ser aproveitada e valer a pena.

Então eu pergunto, você essa semana já fez algo exclusivamente para você ser feliz?

Estou lendo:
A arte de não fazer nada – Jeitos simples de dar um tempo todo dia
Véronique Vienne

Cozinhar é preciso

Adoro cozinhar, adoro ter contato com a comida e com todo o processo. Cozinhar me deu a capacidade de encontrar mais uma forma de terapia com resultados altamente satisfatórios, tanto para minha pessoa como para os que irão comer depois de pronto.

Alguns vão dizer que não.  Que cozinhar não é preciso. Mas que todo mundo deveria experimentar antes de dizer que não, deveria.

Mas afinal, o que é cozinhar.

Na minha casa ia desde o momento que você ia na geladeira ou na despensa e via que faltavam alguns ingredientes para satisfazer o desejo. Não vou dizer que era uma briga para ir ao mercado e comprar os itens, mas quando chegava lá, era como estar em um parque. Minha mãe costumava dizer o que devíamos pegar e como pegar, e escolher era um momento de concentração.

Depois de todas as escolhas chegava o momento da confraternização, da socialização, das risadas e da sujeira. Prova aqui, prova lá…a mistura das cores, sólidos e líquidos, o contato com a comida e com a reação. Aí entravam os momentos das brigas, quem ia mexer, quem ir bater, quem ia se misturar com a comida. Era a mágica do movimento e da fusão dos sabores.

Quando sentávamos na mesa era a realização máxima, o cheiro, todos sentados angustiados pela espera, sofrendo com o aroma que fazia questão de ser o rei da cabeceira da mesa. O primeiro “humm” e os olhares se encontrando e em silêncio dizendo mil sensações. Para então vir o seguinte comentário. “Foi meu filho(a) que fez.”

E aí, entendeu o que é cozinhar?

Foto: Rene Schwietzke – Cooking in a Pan (Flickr – https://www.flickr.com/photos/rene-germany/)

Menor não, criança. E a Educação?

Vamos lá. Entendo que existem famílias que foram simplesmente jogadas numa correnteza de sofrimento devido algum incidente de violência que tirou a vida de alguém.

Vem aquela frase logo depois “Nada vai substituir meu irmão”Concordo, nada vai substituir, nem mesmo o ódio, uma nova violência ou o pior de todos sentimentos, o da vingança. Sentimento que corroi a pessoa lentamente até não sobrar mais nada. Acreditar que diminuir a maioridade penal no Brasil vai resolver o problema da violência do país, ou o pensamento que só por que se vêem crianças matando aos montes todas merecem ser destruídas também. É o cúmulo da contradição, quando um dos maiores gritos que se ouvem nas ruas é “Queremos Educação!”

Vamos pensar direito. O Brasil é um país que as grandes mudanças da educação fundamental e básica são feitas por gestores escolares e professores, dando o sangue no dia-a-dia, com salários ridículos, sem apoio do governo; lutando uma guerra diária contra o consumo vazio e o trafico. Eles estão sós, sem dúvida, e estão sangrando.

O sistema de encarceramento do Brasil é, bem, não sei se você já viu de longe ou já foi em uma cadeia ou presídio, NÃO EXISTE. Aí agora você vai pensar, esse cara deve ser aquele tipo dos direitos humanos. Não, eu não sou. Acredito que bandido deve ser afastado do convivio social livre, mas deve ser colocado sob as penitências modernas: Trabalho diário (8h), leitura de livros (Não aos tablets e celulares), atividades culturais e atividade social educativa. Chamei de penitência moderna por que na maioria das vezes quando se fala de algum desses itens a grande maioria das pessoas vai responder “vish”, “to muito cansado(a)”, “ah não, hoje eu combinei outra coisa” ... poizé, quase um castigo. AJUDAR É DIFÍCIL E ENVOLVE SACRIFÍCIO.

GOVBA - Educação Integral Foto: Bruno Ricci / SECOM
Foto: Bruno Ricci / SECOM

Mas voltando, onde entram as crianças nisso. Sim, elas matam e roubam, igual ao adulto, mas tem um pequeno fato, elas não são adultos. Lhe intimo a estudar sobre o processo de formação da criança. Da construção do ser. A criança não é diferente de um filhote de outro mamífero. O amor, atenção, suprir carências, a instrução; tudo isso tem um poder transformador. Tem o poder de moldar ou transformar em algo muito bom. Quando lutamos para diminuir a maioridade penal e dizemos que quem tem 16 anos não é mais criança, amigos, estamos a um passo bem pequeno de dizer que não podemos errar e que falhamos no que tanto lutamos, o ato de EDUCAR. Você quer tratar uma criança de 16 anos como maior, você tem que ter a capacidade de olhar todo um cenário e ilustrar o sucesso dele para dizer que aquela criança “não tem mais jeito”. Convenhamos, o Brasil não tem NADA de sucesso no processo educacional.

Pode ser que no “lado mais pobre” do Brasil temos um celeiro de crianças assaltantes, assassinos e frios calculistas. Mas ASSUMA, que no “lado mais rico” do Brasil temos um celeiro de corruptos, mafiosos, sonegadores, exploradores, egoístas e frios cidadãos.

Estou lendo: Notícias sobre a PEC sobre redução da maioridade penal.

Humildade. Tem que reinventar.

“Humility is not thinking less of yourself but thinking of yourself less” – C.S. Lewis


É tão difícil assim ser humilde? Na minha casa sempre foi fato que todos sempre tiveram algo para não querer se destacar. Convenhamos, a manutenção do sucesso e do destaque é uma das coisas mais complicadas de se realizar. Eu prefiro fazer manutenção de torre eólica que tentar manobrar o dia-a-dia do destaque. Alguns poucos passos para ser feliz:

1) Acordar de manhã

2) Viver sua vida de forma que lhe faça feliz

3) Agradecer pelo dia

4) Curtir algo que lhe agrada novamente.

an elderly monk going down the steps of his forest monastery with alms received for the day.
An elderly monk going down the steps of his forest monastery with alms received for the day.

Acabou. Não tem mais nada. O grande problema não são os 4 passos, a dificuldade é não fugir desse pensamento. O que envenena são as entrelinhas. Por exemplo, entre o item 1 e 2 a maioria das pessoas tem o hábito de enfiar um tal de “cara, você não sabe o que eu sei”, ou “vou sair dizendo para todos o que fiz de melhor e quantos agora estão me seguindo…”. Tu lá sabe nada rapaz, tu pensa que sabe. Na maioria das vezes que as pessoas dizem que sabem de alguma coisa, na verdade elas dizem que sabem para se sentirem melhor. Cidadão, quando você começar a assumir que você não sabe dessas coisas vai ficar muito mais fácil, sabe por que? Por que saber está na categoria dos itens da vida que nunca acaba a busca. Saber é uma busca diária.

Aí você vem me dizer. “Eu fiz faculdade, passei 10 anos estudando”. MAIS UM MOTIVO PARA VOCÊ SABER QUE NÃO ACABA. Quem realmente estuda sabe que não tem fim. Quanto mais você descobre, mais vê que não sabe. Mais enxerga que a busca por conhecimento não é algo somente transformador, é também um processo de escravidão (Com aquele bocado bem grande de sabor delícia kkk). Por exemplo, hoje é sábado, eu poderia estar caminhando, passeando por aí, mas estou em uma agonia incansável. Livros ao meu lado, tentando descobrir algo que me incomoda e que nem eu sei o que é, estou lendo tudo para ver se o sentimento vai embora. Mas esse sou eu.

Aí vem, onde entrou a humildade nisso tudo. Nessa hora vou ter que ser humilde e assumir, me perdi. É o máximo que posso fazer, dizer a verdade e terminar a publicação.

Hoje estou lendo: Ruídos na UTI (Ensaios) – Francisco Albano de Meneses